26 Julho, 2011
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Reunidos em assembleia, trabalhadores e ex-trabalhadores das três unidades da Plaszom Zomer Industrial de Plásticos Ltda, de Orleans, aceitaram a proposta patronal para encerrar ação coletiva promovida pela diretoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região para pagamento dos direitos de insalubridade e periculosidade não pagos desde 2002.
No total, o acordo beneficia 455 profissionais e gira em torno de R$ 1,8 milhão, que vão irrigar a economia do município, informa o presidente do sindicato, Carlos de Cordes, o Dé. Entre os trabalhadores, 131 receberão até quase R$ 700,00 em parcela única, enquanto os demais, dependendo do valor, receberão em até 40 vezes. Um grupo reduzido, menos de dez profissionais, têm direito a valores entre R$ 40 mil e R$ 100 mil.
Conforme ficou comprovado na ação trabalhista, havia trabalhadores que recebiam adicional de insalubridade (20% do salário mínimo), contudo tinham direito a periculosidade (30% da sua remuneração); outros não recebiam adicional algum e tinham direito a um ou outro benefício.
As assembleias em Orleans ocorreram na manhã e noite de segunda-feira (25/07) e teve boa representação, segundo Dé, legitimando o processo iniciado pelo sindicato, representando todos os trabalhadores.
Com isso, a ação coletiva iniciada em agosto de 2007 se encerra antes da sentença judicial prevista para os próximos meses, já que um perito judicial constatou as condições de insalubridade e periculosidade em cada ambiente dos locais de trabalho. O processo, também, resultou na identificação dos direitos não pagos a cada um dos profissionais.
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