25 Fevereiro, 2011
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Os trabalhadores nas indústrias plásticas de Criciúma e região querem 10% de aumento real e abono de R$ 700,00, no acordo coletivo que começam a negociar com a classe patronal a partir da próxima semana. A decisão é resultados de oito assembleias realizadas em quatro cidades durante a semana que passou, a última em São Ludgero, na noite de quinta-feira (24/02). “Sem a menor sombra de dúvidas esse é o melhor início de campanha salarial que temos nos últimos anos; a categoria está unida e mobilizada”, comemora o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região, Carlos de Cordes, o Dé.
As assembleias foram realizadas entre segunda e quinta-feira, em Orleans, Içara, Criciúma e São Ludgero, duas a cada dia, uma pela manhã e outra no início da noite, para atender todos os turnos das indústrias dessas cidades, que concentram a maior parte dos mais de oito mil trabalhadores do setor, informa Dé. Nos oito encontros a pauta sugerida pela diretoria do sindicato, com 84 cláusulas foi discutida e aprovada e o índice de aumento real foi definido pelos trabalhadores, em 10%. “A pauta consolida e mantém conquistas sociais de acordos anteriores e busca a melhoria das condições e segurança nos locais de trabalho”, enfatiza o presidente do sindicato profissional.
Na mesa de negociações, ainda conforme Carlos de Cordes, a diretoria, por decisão da categoria, trabalhará para agregar valor ao piso do setor, que hoje está fixado em R$ 735,83. Na prática a negociação ocorre com dois sindicatos patronais. Um reúne as indústrias que produzem plásticos flexíveis, como embalagens e rótulos, por exemplo, e as que utilizam matéria-prima reciclada, e o outro as produtoras de descartáveis. “O momento da indústria é muito bom, com produção a pleno vapor e o pessoal sendo convocado para horas extras, inclusive aos sábados e domingos; além disso, 2010 foi um ano muito positivo à economia e, por isso, a categoria entende que a classe patronal tem condições de conceder o aumento reivindicado”, conclui Dé.
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