22 Maio, 2009
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CRICIÚMA (22/05/09) – Por unanimidade, os trabalhadores das indústrias plásticas da região de Criciúma rejeitaram, em oito assembléias realizadas em quatro municípios, a proposta patronal para acordo coletivo da categoria. Os patrões da indústria de descartáveis oferecem 0,08% e da de flexíveis (embalagens e tubos e conexões) 0,58%, de aumento real, valores considerados insuficientes pelos trabalhadores.
“Há um clima de indignação entre os companheiros e isso ficou muito claro nas assembléias que realizamos no decorrer desta semana em Criciúma, Orleans, Içara e São Ludgero, em algumas delas, como em Criciúma e Içara os trabalhadores apresentaram proposição para declararmos estado de greve”, comenta o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região, Carlos de Cordes, o Dé.
No mês de março os trabalhadores se reuniram em assembléias e elaboraram um rol de reivindicações que foi apresentado aos patrões. A categoria quer aumento real de 7,57% e abono anual de R$ 600,00. “Os 7,57% se referem ao PIB de 2007 que foi de 5,40%, mais 2,17% que foi o crescimento da indústria plástica brasileira em 2008”, ilustra Dé. Os sindicatos patronais oferecem abono de R$ 318,00 (descartáveis) e R$ 320,00 (flexíveis).
O presidente do sindicato profissional explica que nesta sexta-feira a posição de rejeição dos trabalhadores às propostas será apresentada aos presidentes dos sindicatos patronais, propondo que as negociações sejam retomadas e novas propostas apresentadas. “Esperamos que os industriais tenham consciência e bom senso para apresentar propostas mais realistas e que valorizem, efetivamente, a categoria”, conclui Carlos de Cordes.
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