28 Novembro, 2008
Alterar o tamanho da letra: A- A+
Os trabalhadores das indústrias químicas e farmacêuticas de Criciúma e região, que ocupam cerca de dois mil postos de trabalho em uma centena de empresas, decretaram “Estado de Greve”, em assembléia realizada no ginásio de esportes do Circulo Operário, na Praça da Chaminé, na noite de quinta-feira (27/11). Eles rejeitaram a proposta patronal de reajuste de 7,30% sobre os salários de outubro. A inflação do período foi de 7,26%.
“Nosso sindicato realizou oito assembléias para chegar a essa decisão, sendo duas em cada ponto onde se concentram empresas, como Siderópolis, Içara, Rio Maina e aqui no bairro Próspera”, explicou Carlos de Cordes, o Dé, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região, alertando que a proposta patronal em cada uma das assembléias foi rejeitada por ampla maioria. No bairro Próspera a decisão foi por unanimidade.
Os trabalhadores, em assembléias semelhantes definiram no rol de reivindicações a reposição da inflação mais 8% de aumento real e tiveram apenas uma rodada de negociações com o presidente do sindicato patronal, o empresário Venício Neves Pereira, da Manchester Química, que acabou fazendo a contra proposta de 7,30%. O empresário não foi localizado ontem à noite pela reportagem. Seu telefone celular estava desligado, ou fora da área.
Conforme Carlos de Cordes, como determina a lei, a categoria destina a próxima semana para possíveis negociações com a classe patronal. “Vamos esperar até o dia cinco e se não tivermos acordo, a categoria paralisa as atividades a partir do dia oito de dezembro, conforme ficou definido nesta assembléia”, explicou o presidente do sindicato profissional, lamentando “a falta de sensibilidade da classe patronal em valorizar os trabalhadores”.
Clique para ver a galeria de fotos