29 Setembro, 2008
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Os mais de 2,5 mil trabalhadores de cerca de 100
empresas químicas e farmacêuticas de Criciúma e região querem 8% de
aumento real, além da inflação do ano que passou, além de uma melhora
consistente no piso da categoria e melhores condições na segurança de
trabalho.
A posição foi adotada em assembléias realizadas em Criciúma e Içara,
transformada em rol de reivindicações que devem ser encaminhadas
amanhã (terça-feira/30) ao sindicato patronal, informa o presidente do
Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e
Farmacêuticas de Criciúma e Região, Carlos de Cordes, o Dé.
"A reposição salarial, a inflação do ano, medida pelo INPC é sagrada e
a categoria não abre mão", antecipa Dé. "A data base da categoria é 1º
de novembro e de forma antecipada e organizada estamos apresentando as
reivindicações aos patrões para que as negociações sejam abertas",
acrescenta o presidente do sindicato profissional.
Além da inflação do período e do aumento real, trabalhadores químicos e
farmacêuticos querem uma melhoria significativa no piso da categoria,
hoje fixado em R$ 487,00. "É um valor muito baixo, queremos um piso
mais consistente, com aumento maior do que foi definido nos salários
em geral", ilustrou Dé.
Em relação as condições de segurança no trabalho, Carlos de Cordes
revela preocupações. "A categoria está preocupada, afinal os
companheiros atuam em atividade perigosa, manipulando produtos
químicos, inflamáveis, de alto risco e as doenças e acidentes de
trabalho precisam ser reduzidos", enfatiza.