Sindicato dos Trabalhaores nas Indústrias Plásticas Descartáveis e Flexíveis, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região

Criciúma, 27 de Abril de 2026

Página inicial

NOTÍCIAS

Movimento sindical da região se mobiliza em defesa da saúde do trabalhador

28 Setembro, 2007

Alterar o tamanho da letra: A- A+

O movimento sindical de Criciúma e região realizou hoje, das 12 as 13h30, uma manifestação em frente a empresa Seara/Cargil, em Forquilhinha, se integrando a ação estadual desenvolvida pelo Movida Santa Catarina (Movimento em Defesa da Saúde e Segurança da Classe Trabalhadora Catarinense), nas principais cidades do Estado, como Florianópolis, Blumenau, Brusque, Chapecó e Jaraguá do Sul.

O boneco de um frango, empurrando uma cadeira de roda com uma trabalhadora lesionada pelo excesso de ritmo de trabalho foi o que mais chamou atenção do pessoal que entrou e saiu no maior abatedouro de frangos da região. E o ritmo do trabalho é preocupante, atestam as trabalhadoras, maioria da força produtiva da empresa.

“Quarta-feira o ritmo estava insuportável. A gente pega um peito de frango para retirar a pele e a cartilagem e outro peito já estava chegando, não dava tempo de acompanhar”, contou uma trabalhadora, que por motivos óbvios não quis se identificar. Outra, ao lado, completou “os braços da gente ficam doendo”.

A Cargil é uma das empresas que mais apresentam problemas de saúde aos seus trabalhadores, garante Célio Elias, secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação de Criciúma e Região. O presidente do sindicato, Reinaldo Pereira, atesta que “a cada dia temos mais companheiros doentes, por conta desse ritmo exagerado”.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas, Carlos de Cordes, o Dé, frisou que a classe trabalhadora enfrenta em alguns casos situações que classificou de “desumanas”, que precisam ser combatidos por mobilizações dos trabalhadores e legislação adequada.

“Os patrões estão explorando a mão-de-obra, só interessados em lucro; quando o trabalhador fica doente, manda para a fila do INSS e a sociedade, nós os brasileiros, que pagamos a conta para recuperação do trabalhador”, disse Dé. Clique para ver a galeria de fotos

Mais notícias...
16 Fevereiro, 2018
Resicolor admite rever demissão de trabalhadora que retornou de auxílio-doença
01 Fevereiro, 2018
"Patrões não podem tudo, após a reforma trabalhista", alerta Carlos de Cordes
11 Janeiro, 2018
Negociações dos químicos será retomada segunda-feira na Fiesc
08 Janeiro, 2018
Pagamento de cotas do PIS/PASEP para pessoas com mais de 60 anos inicia dia 24
30 Novembro, 2017
Greve dos químicos pode começar a qualquer momento
29 Novembro, 2017
Químicos dão prazo para nova proposta patronal
28 Novembro, 2017
Reforma deixa trabalhadores sem assistência jurídica
20 Novembro, 2017
Químicos em Estado de Greve a partir desta segunda-feira
Anterior 4  5  6 7 8  9  Próximo