Sindicato dos Trabalhaores nas Indústrias Plásticas Descartáveis e Flexíveis, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região

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Trabalhadores da Canguru decidem pela greve se pagamento de salário voltar a atrasar

15 Março, 2016

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A maioria dos trabalhadores da Canguru Embalagens decidiu que fará greve se até o quinto dia útil de abril seus salários não tiverem sido depositados. A posição é resultado de uma consulta direta feita nesta terça-feira (15) pela diretoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região e que teve resposta de 267 trabalhadores da empresa.

Segundo Carlos de Cordes, o Dé, presidente do sindicato, os trabalhadores da empresa e a diretoria do sindicato cederam em todos os sentidos nos últimos anos para dar sua parcela de contribuição para que a Canguru Embalagens encontrasse alternativas para sua crise financeira, o que não ocorreu ainda. “Tudo o que podíamos e devíamos fazer, tanto trabalhadores quanto a diretoria do sindicato, foi feito”, enfatizou Dé.

A última tentativa, ressalta o dirigente, foi um acordo, aprovado pelos trabalhadores em assembleia específica, autorizando que a data do pagamento dos salários fosse flexibilizada além do quinto dia útil do mês seguinte. “Mas, a diretoria da empresa, mais uma vez, não cumpriu sua parte e o acordo foi quebrado, assim, a partir de agora o pagamento deve ser feito até o quinto dia útil do mês seguinte, como determina a CLT”, acrescentou de Cordes.

Nesta terça-feira (15) a diretoria do sindicato realizou um plebiscito, perguntando se o trabalhador faria greve, caso o pagamento voltasse a atrasar. Dos 267 votantes, 175 disseram que sim, mais de 65%, enquanto 87 se manifestaram por não fazer greve, em caso de atraso do pagamento dos salários. Cinco não marcaram nenhuma das duas opções.

“Logo que os executivos da empresa entenderam o que estava ocorrendo mandaram o pessoal dos setores administrativos e encarregados para votar, daí o resultado da pesquisa; infelizmente existe quem não entende sua posição na luta de classes, que só tem duas divisões, patrão e trabalhadores”, interpretou Dé.

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