06 Abril, 2015
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A proposta patronal da indústria de embalagens plásticas de Criciúma e região, para renovar a convenção coletiva dos trabalhadores do setor, de 0,5% de aumento real, não satisfaz nem de longe a categoria e teve o poder de provocar a indignação da diretoria do sindicato. A proposta foi apresenta nesta segunda-feira (6), na segunda rodada de negociação, e começará a ser levada para conhecimento dos trabalhadores a partir desta semana. O outro segmento do setor, o da indústria de descartáveis plásticos deve abrir negociações ainda nesta semana.
As informações são do presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região, Carlos de Cordes, o Dé, que se confessou surpreso com a proposta patronal. “As indústrias trabalharam o ano todo a todo vapor, estão admitindo trabalhadores, maioria das empresas está fazendo hora extra para atender a demanda e os patrões fazem uma proposta dessas, que só nos causa indignação”, disse Carlos de Cordes, acrescentando “a rodada de negociação não durou mais de 15 minutos”, resumiu.
“É a típica proposta que se apresentada em assembleia da categoria, é greve na certa”, desabafa Dé. O abono anual pago tradicionalmente pelas empresas tem um reajuste ainda pior, segundo o dirigente sindicato. “Ao abono, que em 2014 foi de R$ 630,00, os patrões sequer querem aplicar a inflação do período, propondo um reajuste de somente 0,5%, independente da inflação que for registrada no período, que só conheceremos a partir de sexta-feira, dia 10, quando normalmente é divulgado o INPC do mês anterior”, finaliza Carlos de Cordes.