20 Dezembro, 2011
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Os trabalhadores nas indústrias químicas e farmacêuticas de Criciúma e Região fecharam o melhor acordo coletivo da categoria no Estado e está entre os melhores do país. Os 2,5 mil trabalhadores de mais de 120 indústrias da região terão reajuste de 9% em seus salários e o piso da categoria terá aumento de 10.11%. A inflação do período, encerrado em 1º de novembro, data base do setor, foi de 6,66% e o aumento real, com isso, foi de 2,34% para todos os salários e o piso cresceu 3,45%, chegando a R$ 769,40.
“Nosso acordo foi melhor, até, que em São Paulo, onde os trabalhadores terão aumento de 9%, mas é escalonado, com salários superiores a R$ 5,6 mil terão menores índices de reajuste; tivemos um acordo, realmente, muito bom”, comemora o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região, Carlos de Cordes, o Dé.
O acordo firmado com o sindicato patronal, aprovado em assembléias da categoria, também contemplou com 9% de aumento nos valores de Participação nos lucros e resultados (PLR). Em empresas com até 30 trabalhadores o PLR passa de R$ 374,12 para R$ 407,79 e nas indústrias com mais de 30 passa de R$ 577,55 para R$ 629,53.
Os valores do PLR devem ser pagos entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2012. O pagamento pode ser parcelado em até seis vezes, mas a maioria das empresas, segundo Dé, paga em parcela única no mês de janeiro. Além disso, o acordo protegeu os trabalhadores que retornam do auxílio-doença, com garantia de emprego de 90 dias.