Sindicato dos Trabalhaores nas Indústrias Plásticas Descartáveis e Flexíveis, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região

Criciúma, 27 de Abril de 2026

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Químicos querem 7% de aumento real

01 Outubro, 2010

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Os mais de 2,5 mil trabalhadores que ocupam postos em mais de uma centena de indústrias químicas e farmacêuticas de Criciúma e região, representados em seis assembleias, concluíram o rol de reivindicações visando o acordo coletivo da categoria, reivindicando aumento real de 7% e ampliação da participação em lucros e resultados (PLR), entre cláusulas sociais, financeiras e de melhoria na qualidade do ambiente de trabalho. As informações são do presidente do sindicato da categoria, Carlos de Cordes, o Dé e as assembleias ocorreram entre terça-feira pela manhã e quinta-feira à noite.

“As indústrias químicas e farmacêuticas em todo país representam um segmento estratégico e de importantes resultados na economia nacional; além disso, a produção, com a economia aquecida, tem sido crescente e, consequentemente, os resultados financeiros da classe patronal, por isso os companheiros consideram justo um aumento real de 7%”, justificou Carlos de Cordes, enquanto se encaminhava para apresentar o rol de reivindicações ao sindicato patronal. A data-base da categoria é 1º de novembro.

“Esperamos que os industriais sejam coerentes, reconheçam a importância dos trabalhadores e temos convicção que há condição total para que as empresas concedam essa valorização do trabalho dos companheiros da categoria”, acrescentou Dé. A ampliação da PLR, da mesma forma, pondera o sindicalista, é possível e espera que seja até em maior proporção que o aumento salarial que venha a ser acordado. No acordo do ano passado, empresas com até 10 trabalhadores pagaram PLR de R$ 252,81; as com 11 até 30 funcionários R$ 346,41 e as com mais de 31 profissionais, R$ 534,77.

Outros dois pontos foram destacados pelos trabalhadores do setor, segundo Dé, nas assembleias realizadas. “Há uma polêmica em torno dos atestados fornecidos por médicos que não são das indústrias ou conveniados; esses atestados, simplesmente não são reconhecidos nas empresas, o que é inconcebível”, explica o presidente do sindicato, que espera, na mesa de negociações, chegar ao consenso com os patrões.

O outro ponto é sobre a demissão injustificada de trabalhadores com mais tempo na mesma empresa. “Hoje quem tem oito anos na empresa, na demissão recebe aviso prévio dobrado e os com mais de 13 anos, o equivalente a 75 dias”, explica Carlos, considerando que essa fórmula pode ser melhorada.