Sindicato dos Trabalhaores nas Indústrias Plásticas Descartáveis e Flexíveis, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região

Criciúma, 19 de Junho de 2026

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Denúncia do Sindicato no Ministério Público do Trabalho da empresa Cristal Embalagens

21 Julho, 2009

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Cristal denunciada por coagir trabalhadores

A Cristal Indústria e Comércio de Embalagens Plásticas Ltda, de Morro
da Fumaça, foi formalmente denunciada ontem à tarde ao Ministério
Público do Trabalho por estar coagindo seus funcionários a desistir,
individualmente, de uma Ação Coletiva promovida pelo Sindicato dos
Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de
Criciúma e Região, em que se discute as condições de insalubridade e
periculosidade existente no ambiente de trabalho.

"O que estamos vendo é um comportamento perverso da empresa, situação
extremamente grave e um atentado aos princípios do Estado Democrático
de Direito, aos direitos e garantias fundamentais, ao direito
coletivo, além de se constituir em violência contra as normas de ordem
pública, principalmente aquelas referentes à segurança, higiene e
segurança no trabalho", afirma o presidente do sindicato dos
trabalhadores, Carlos de Cordes, o Dé, na denúncia entregue ao
Procurador do Trabalho, Jean Carlo Voltolini. A empresa prefere não se
manifestar, segundo o responsável pelo departamento contábil, Rudimar
Guollo.

Conforme constatou a diretoria do sindicato profissional, nos últimos
dias, com a aproximação da data de uma audiência da Ação Coletiva - na
qual a entidade sindical representa todos os trabalhadores - a
direção da empresa Cristal está coagindo seus funcionários a assinar
um documento elaborado pela empresa desistindo de participar da Ação.
"É uma iniciativa organizada, coagindo os trabalhadores que acabam
assinando o documento por medo de perder o emprego", acrescenta Carlos
De Cordes, questionando "quem desistira de uma ação que só lhe traria
benefícios, seja do ponto de vista da segurança no trabalho, seja na
possibilidade de ter recompensa financeira?".

O Procurador do Trabalho, Jean Carlo Voltolini recebeu a denúncia e
como é requerido vai abrir procedimento investigatório, intervir a
partir de agora na Ação Coletiva que tramita na 3ª Vara do Trabalho e,
se comprovadas as denúncias, ajuizará ação própria, para apuração,
inclusive, de dano moral coletivo cometido pela diretoria da empresa
de Morro da Fumaça.
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