Sindicato dos Trabalhaores nas Indústrias Plásticas Descartáveis e Flexíveis, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região

Criciúma, 27 de Abril de 2026

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Químicos podem fazer a primeira greve da história

11 Novembro, 2008

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Criciúma (11/11/08) – As indústrias químicas e farmacêuticas de
Criciúma e região podem registrar a primeira greve da sua história,
desde que a categoria se organizou há quase duas décadas. A previsão é
do presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas,
Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região, Carlos de Cordes, o Dé,
que com sua diretoria iniciou nesta terça-feira a mobilização da
categoria. A data-base do setor é novembro, mas até hoje o sindicato
patronal não se dispôs a negociar o acordo coletivo dos trabalhadores.

"Enviamos em 30 de setembro o nosso rol de reivindicações, depois de
realizarmos seis assembléias com os companheiros, que definiram
reivindicar a inflação do período e mais 8% de aumento real, além de
outros benefícios sociais e, principalmente, melhores condições e
segurança no trabalho", explica Dé. Para surpresa das lideranças
sindicais, na semana passada o sindicato patronal encaminhou uma cópia
de acordo coletivo como se já fosse produto de uma negociação, o que
não ocorreu. "O que os patrões estão fazendo é um desrespeito aos
trabalhadores e à sua organização sindical", desabafa Carlos de
Cordes.

Segundo o presidente do sindicato profissional, pelo documento
encaminhado os industriais querem repor os salários em apenas 5,5%,
abaixo da inflação do período que foi 7,26%, e nem sequer fazem
referência ao ganho real pretendido pelos trabalhadores. "Além disso,
conquistas históricas da categoria são eliminadas, como a indenização
por demissão imotivada, garantia de emprego após doença ou acidente
profissional e até mesmo a participação nos lucros, que se tornou
tradição, eles eliminaram", ilustra o dirigente, reafirmando "a
continuar essa situação, vamos à mobilização da categoria e fatalmente
à greve".

A mobilização começou nesta manhã com panfletagem e corpo-a-corpo com
os trabalhadores da indústria Anjo Química e prossegue no final da
tarde na Farben, em Içara. A cada dia, a partir de hoje, pelo menos
duas empresas serão visitadas pela diretoria do sindicato. A categoria
é integrada por cerca de 100 empresas e dois mil trabalhadores.

Mais informações: Carlos de Cordes: 9923-8428