13 Abril, 2008
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Os trabalhadores das indústrias plásticas de Criciúma e região estão colocando novos ingredientes na mesa de negociações com a classe patronal para definir o acordo coletivo da categoria neste ano, que tem data base em 1º de abril.
Considerando a questão globalizada da economia nacional, índices como a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) e o crescimento da indústria no país, os trabalhadores, por exemplo, estão reivindicando 10% de aumento real.
As informações são de Carlos de Cordes, o Dé, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas Descartáveis e Flexíveis, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região, que já entregou aos patrões o rol de reivindicações da categoria, retirado de assembléias convocadas para esse fim no início do mês. “O PIB do Brasil em 2006 foi de 3,7% e a indústria plástica nacional cresceu, em média, 7% no ano passado e com base nesses dados os trabalhadores reivindicam 10% de aumento real, além do INPC do período”, justifica Dé.
A indústria plástica da região de Criciúma representa um contingente de 8 mil trabalhadores, que além das questões econômicas, conforme Carlos de Cordes, também aspira melhores condições e segurança no trabalho. “Esse é o momento dos patrões valorizarem seus funcionários, se sensibilizarem pelas questões sociais e aproveitarem as condições econômicas do país e do setor, materializando uma distribuição de renda mais justa e qualitativa aos trabalhadores”, acrescenta o líder sindical.
O rol de reivindicações foi entregue ao presidente do sindicato patronal, empresário Jaime Zanatta e sugerida a data de 24 de março para a primeira rodada de negociações.
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