26 Fevereiro, 2008
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Fiscais da Subdelegacia do Trabalho de Criciúma, órgão do Ministério do Trabalho, farão diligências hoje na empresa Frascobel Descartáveis Plásticos Ltda, em Orleans, onde no sábado morreu, por esmagamento de crânio, o adolescente Luiz Carlos Moraes. O trabalhador operava uma máquina injetora de plástico, que produz talheres, quando o acidente ocorreu.
A ação do Ministério do Trabalho atende requerimento apresentado ontem à Subdelegacia pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região, Carlos de Cordes, o Dé, que também apresentou requerimento de Procedimento Investigatório ao Ministério Público do Trabalho.
"É preciso esclarecer em que condições o acidente ocorreu, qual era a situação do trabalhador e se não há risco para que novas ocorrências possam ser registradas", disse o presidente do sindicato profissional, Carlos de Cordes, o Dé, ao justificar a iniciativa da entidade. Na opinião do sindicalista, é estranha, no mínimo, a situação.
"O trabalhador tinha apenas 17 anos, estava há cinco meses na empresa e já operava uma máquina complexa e perigosa, que lhe causou a morte", disse Dé. Luiz Carlos Moraes, por motivos que ainda não foram esclarecidos, abriu uma porta da injetora para verificar seu funcionamento. A ação deveria determinar que a máquina parasse de funcionar, o que não ocorreu.
O chefe do Setor de Fiscalização da Subdelegacia do Trabalho em Criciúma, Francisco de Assis Gonçalves, demonstrando preocupação com o acidente fatal, informou que terça-feira dois fiscais de segurança no trabalho estarão na empresa para realizar levantamentos e a estimativa é que um relatório esteja pronto em uma semana e que o sindicato receberá cópia do procedimento.
No Ministério Público do Trabalho a distribuição encaminhou o requerimento de Procedimento Investigatório ao procurador do trabalho Alessandro Batista Beraldo, que recebeu Carlos de Cordes em audiência informal, quando recebeu as primeiras informações apuradas pelo sindicato. O requerimento foi aceito de plano e o processo investigatório tem início ainda esta semana.
"Não podemos fazer julgamentos antecipados, mas ao que tudo indica o trabalhador, que devia estar no seu primeiro emprego, não tinha recebido treinamento ou preparação para exercer a atividade e como era menor de idade é possível que nem pudesse estar atuando naquela função, pois existem possibilidades daquela atividade ser insalubre ou perigosa", conclui Carlos de Cordes.
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