29 Outubro, 2007
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Trabalhadores e patrões do setor químico e farmacêutico de Criciúma e região realizaram hoje a primeira rodada de negociações coletiva dos mais de dois mil trabalhadores da categoria.
“Foi uma reunião inaugural, voltaremos a nos encontrar nos próximos dias e estamos confiantes em um acordo interessante para as duas partes”, avalia o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região, Carlos de Cordes, o Dé.
Os trabalhadores entre as cláusulas sociais, como novidade neste ano, reivindicam a ampliação da licença maternidade de quatro para seis meses; a liberação de pais e mães trabalhadores para acompanhar os filhos em consultas médicas, compensação de feriados no período de férias e que todas as demissões do setor sejam homologadas no sindicato profissional, já que hoje isso ocorrem apenas com quem tem mais de seis meses de contrato de trabalho.
As negociações também não tiveram consenso nas questões financeiras. “Os patrões abriram a negociação oferecendo 90% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), ou seja, nem repondo totalmente as perdas do ano que passou e a classe trabalhadora não aceita uma proposta nesse sentido”, acrescentou Carlos de Cordes.
Segundo o líder sindical, a reunião terminou com os empresários oferecendo 100% do INPC e ouvindo a proposta dos trabalhadores: reajuste de todos os salários e participação nos lucros e resultados em 9,5% e 11,5% no piso salarial. A estimativa é que o INPC ao final deste mês se aproxime de 5%.
O sindicato patronal, presidido pelo empresário Albertino Colombo, deve se reunir antes do final da semana para analisar as propostas e marcar a segunda rodada de negociações.
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