Sindicato dos Trabalhaores nas Indústrias Plásticas Descartáveis e Flexíveis, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região

Criciúma, 28 de Abril de 2026

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Movimento sindical da região se mobiliza em defesa da saúde do trabalhador

28 Setembro, 2007

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O movimento sindical de Criciúma e região realizou hoje, das 12 as 13h30, uma manifestação em frente a empresa Seara/Cargil, em Forquilhinha, se integrando a ação estadual desenvolvida pelo Movida Santa Catarina (Movimento em Defesa da Saúde e Segurança da Classe Trabalhadora Catarinense), nas principais cidades do Estado, como Florianópolis, Blumenau, Brusque, Chapecó e Jaraguá do Sul.

O boneco de um frango, empurrando uma cadeira de roda com uma trabalhadora lesionada pelo excesso de ritmo de trabalho foi o que mais chamou atenção do pessoal que entrou e saiu no maior abatedouro de frangos da região. E o ritmo do trabalho é preocupante, atestam as trabalhadoras, maioria da força produtiva da empresa.

“Quarta-feira o ritmo estava insuportável. A gente pega um peito de frango para retirar a pele e a cartilagem e outro peito já estava chegando, não dava tempo de acompanhar”, contou uma trabalhadora, que por motivos óbvios não quis se identificar. Outra, ao lado, completou “os braços da gente ficam doendo”.

A Cargil é uma das empresas que mais apresentam problemas de saúde aos seus trabalhadores, garante Célio Elias, secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação de Criciúma e Região. O presidente do sindicato, Reinaldo Pereira, atesta que “a cada dia temos mais companheiros doentes, por conta desse ritmo exagerado”.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas, Carlos de Cordes, o Dé, frisou que a classe trabalhadora enfrenta em alguns casos situações que classificou de “desumanas”, que precisam ser combatidos por mobilizações dos trabalhadores e legislação adequada.

“Os patrões estão explorando a mão-de-obra, só interessados em lucro; quando o trabalhador fica doente, manda para a fila do INSS e a sociedade, nós os brasileiros, que pagamos a conta para recuperação do trabalhador”, disse Dé. Clique para ver a galeria de fotos

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