Sindicato dos Trabalhaores nas Indústrias Plásticas Descartáveis e Flexíveis, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região

Criciúma, 01 de Agosto de 2026

Página inicial

NOTÍCIAS

Resicolor admite rever demissão de trabalhadora que retornou de auxílio-doença

16 Fevereiro, 2018

Alterar o tamanho da letra: A- A+

Representantes da indústria de tintas Resicolor, com sede em Siderópolis, admitiu nesta manhã (16), em audiência de mediação na agência regional de Criciúma do Ministério do Trabalho, rever a demissão sem justa causa de uma trabalhadora que havia retornado de auxílio-doença de 90 dias e que tinha estabilidade por 90 dias, conforme a convenção coletiva da categoria. Além disso, a rescisão do contrato de trabalho não foi realizada e homologada no Sindicato.

A justificativa patronal foi que demitiram atendendo pedido da trabalhadora, que trata ainda de depressão, e manifestou desejo de não continuar trabalhando naquela empresa, informa o secretário geral do Sindicato, Edson Rebelo, o Japonês. “No momento em que a pessoa precisa de ajuda, se readaptar no local de trabalho, superar uma depressão, a empresa a demite, nitidamente para se livrar de um pretenso problema, esquecendo que está tratando com um ser humano”, disse Edson.

A demissão ocorreu no final de novembro e a empresa “indenizou” os três meses de estabilidade que a trabalhadora tinha direito e quitou todas as demais verbas trabalhistas, explica o dirigente sindical. Japonês salienta que “a estabilidade não é, simplesmente, uma questão financeira; é um período para o trabalhador constatar que está recuperado e pronto para retomar seu dever de produzir para o empregador e ter uma vida normal”.

Além dos aspectos de direitos humanos e solidariedade, que os dirigentes da Resicolor deixaram de observar, e dos dispositivos da convenção coletiva de trabalho em vigor desde 10 de novembro, o advogado Edson Mendes, assessor jurídico do Sindicato, ressalta a inobservância de norma da própria CLT que protege o trabalhado r e proíbe demissões de trabalhadores estáveis, tornando nula a rescisão do contrato de trabalho.
Com mediação da gerente e do auditor da agência regional do Ministério do Trabalho, Cássia Vaga e Francisco Gonçalves, respectivamente, representantes da empresa admitiram rever a demissão, reintegrar a trabalhadora em suas funções e negociar para que os valores pagos sejam ressarcidos, dentro das possibilidades da empregada. Nova rodada de mediação, que deve ser definitiva, foi agendada para quarta-feira da próxima semana, às 10h.
Clique aqui para ampliar

Mais notícias...
21 Novembro, 2012
Dé debate sindicalismo com estudantes do Cedup
13 Novembro, 2012
Patrões químicos melhoraram proposta, mas não convencem
07 Novembro, 2012
Joel representa químicos em conferência mundial na Suécia
06 Novembro, 2012
Químicos: negociações começam, mas patrões não falam em aumento real
17 Outubro, 2012
Intercâmbio reune sindicalistas criciumenses e argentinos
28 Setembro, 2012
Químicos querem 7% de aumento real
16 Agosto, 2012
Fórum de Saúde quer nova mobilização contra demora de perícias do INSS
16 Julho, 2012
Cerest: Márcio Búrigo assume compromisso com trabalhadores
Anterior 24  25  26 27 28  29  Próximo