Sindicato dos Trabalhaores nas Indústrias Plásticas Descartáveis e Flexíveis, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região

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Químicos dão prazo para nova proposta patronal

29 Novembro, 2017

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A diretoria do Sindicato dos trabalhadores das indústrias químicas de Criciúma e região, em votação equilibrada, por maioria, decidiu dar novo prazo, até o final da manhã desta quinta-feira (30) para o sindicato patronal apresentar uma nova proposta para fechar a convenção coletiva da categoria. Sem acordo a greve será deflagrada nas principais empresas da região.

“A maioria da diretoria entendeu que, finalmente, os patrões vieram para a mesa de negociações, afastando os advogados que os representaram em quatro rodadas de negociações durante este mês de novembro e este foi um sinal positivo, mas boa parte dos diretores consideram que a greve deveria ocorrer ainda nesta quarta-feira”, explica o presidente do Sindicato, Carlos de Cordes, o Dé.

Na quarta rodada de negociação, na manhã desta quarta-feira (29), novamente os patrões estiveram ausentes, representados por dois advogados e não houve acordo. “Os advogados não têm poder de decisão e decidimos iniciar a greve imediatamente”, relatou de Cordes. Com apoio do movimento sindical, antes do meio-dia o movimento de paralisação estava tomando corpo na Farben, em Içara, quando o Sindicato patronal solicitou uma reunião naquele momento.

Da rodada participaram apenas o presidente do Sinquisul, Edilson Zanatta e Rodrigo Colombo, da Anjo Química e o presidente e vice-presidente do sindicato profissional, Carlos de Cordes e Joel Bittencourt. Zanatta, após uma hora de debates, solicitou prazo até o fim da tarde para ouvir outros representantes e ao final do dia voltou a pedir mais tempo, até esta quinta-feira, quando se reunirá com demais dirigentes patronais. O prazo foi concedido e nova rodada ficou agendada para 11h30, no Sinquisul.

Os trabalhadores defendem a manutenção de todas as cláusulas da última convenção coletiva firmada e reajuste de 3%, sendo que a inflação do período medida pelo INPC é 1,83%. A classe patronal se nega a conceder aumento real de 1,17% e quer alterar a convenção, especialmente para não pagar mais horas extras implantando “banco de horas”, utilizar a jornada 6x2, economizando em horas extras em feriados, e reduzir pela metade o horário de alimentação dos trabalhadores, entre outras mudanças.

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