Sindicato dos Trabalhaores nas Indústrias Plásticas Descartáveis e Flexíveis, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região

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Negociações com Sindiquisul não avançam

13 Novembro, 2017

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Não pagar nenhuma hora extra, implantando banco de horas e jornada 6x2 (seis dias de trabalho por dois de repouso), reduzindo o horário de refeição e descanso para meia hora e não conceder aumento real aos salários dos quase três mil trabalhadores do setor. Esta é a proposta dos patrões da indústria química de Criciúma e região, apresentada nessa segunda-feira (13) na segunda rodada de negociações visando a convenção coletiva da categoria, que tem data-base em 1º de novembro.
“Está claro que os patrões querem aumentar seus lucros, reduzindo vantagens e direitos dos trabalhadores, seja com banco de horas eliminando qualquer possibilidade de pagamento de horas extras e não abrindo novos postos de trabalho para reduzir o desemprego; com a jornada 6x2 o objetivo é não remunerar em dobro a jornada aos domingos e feriados e a redução do intervalo de intrajornada é para que o pessoal trabalhe mais ainda, pelo mesmo salário”, explica Carlos de Cordes, o Dé, presidente do Sindicato dos Químicos de Criciúma e Região.
Além de não dar sinais de que podem dar aumento real aos trabalhadores, oferecendo apenas a inflação que está estimada em 1,83%, os dois advogados que representam os patrões nas negociações não concordaram em manter em vigor por mais dois meses a convenção coletiva que expirou em 31 de outubro, como propôs Carlos de Cordes. “Nossa intenção é termos tempo para negociar; o momento é de muitas incertezas com a nova legislação e não é prudente alterações nas regras convencionadas”, disse Dé.
Nova rodada de negociação ficou agendada para segunda-feira (20), às 10h. “Esperamos encontrar alternativas que atendam os interesses dos trabalhadores; nas fábricas o clima também é de insegurança e a categoria está com os nervos à flor da pele; além disso, o movimento sindical da região está mobilizado e se não avançarmos nesta negociação o cenário que se desenha é o das paralisações”, finaliza o presidente do Sindicato.

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