Sindicato dos Trabalhaores nas Indústrias Plásticas Descartáveis e Flexíveis, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região

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Greve na Canguru Embalagens é mantida

11 Maio, 2016

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Os mais de 300 trabalhadores da Canguru Embalagens entraram hoje (11), e permanecem, em greve em protesto por novo atraso no pagamento dos salários e outros direitos trabalhistas. A diretoria da empresa informou aos representantes do sindicato profissional que está em busca de recursos, mas não garantiu quando os compromissos com os trabalhadores poderão ser cumpridos, o que determinou a continuidade do protesto. Em outra empresa do grupo, a Inza Descartáveis, a produção foi retomada depois de paralisação, pelo mesmo motivo, que durou toda a segunda-feira que passou.

A paralisação na Canguru Embalagens começou nas primeiras horas da manhã, com os integrantes do primeiro turno se negando a continuar a produção ao serem informados de que seus salários não haviam sido depositados na noite anterior, como os empresários haviam prometido. Antes do final da manhã a diretoria do Sindicato profissional montou uma comissão de trabalhadores e promoveu um encontro com os executivos da empresa.

“Ficou definido que a produção será retomada quando a empresa liquidar os salários de abril, junto com uma multa de R$ 70,00 e mais 6% do salário de cada um, e colocar em dia o vale refeição do pessoal”, disse Carlos de Cordes, o Dé, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região. A posição foi repassada aos trabalhadores, que estavam em frente à empresa e todos foram para suas casas.

“É uma situação desgastante para os trabalhadores; todos os meses o problema se repete e é preciso soluções definitivas”, resumiu de Cordes. Outra empresa do grupo, a DPMC Descartáveis, de Morro da Fumaça, que tem cerca de 40 trabalhadores, está em situação ainda mais precária. A produção está paralisada há mais de um mês, os equipamentos estão desmontados e sendo transferidos para o parque da Inza, em Criciúma. “Os trabalhadores estão sem salários e sem informações do que vai acontecer, o que é lamentável”, acrescenta Dé.

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