Sindicato dos Trabalhaores nas Indústrias Plásticas Descartáveis e Flexíveis, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região

Criciúma, 26 de Abril de 2026

Página inicial

NOTÍCIAS

Sem periculosidade para todos, Canguru Embalagens vai parar, decidem trabalhadores

20 Outubro, 2015

Alterar o tamanho da letra: A- A+

Por unanimidade em duas assembleias nesta terça-feira (20), uma pela manhã e outra no final da tarde, trabalhadores da empresa Canguru Embalagens decidiram que vão paralisar a produção caso o valor que recebem a título de adicional de periculosidade seja retirado de seus salários, na próxima folha de pagamentos. Além disto, os trabalhadores querem que a diretoria do sindicato requeira judicialmente o “arresto” de todos os bens da empresa para ter garantia de quitação de seus direitos trabalhistas.

A empresa conseguiu uma medida liminar na justiça do trabalho para deixar de pagar o adicional a trabalhadores de determinados setores de seu parque fabril e depositar os valores em juízo. “Fomos traídos pela diretoria da Canguru e não temos mais confiança nela, pois agiu de forma sorrateira, sem nos comunicar ou negociar sua intenção”, disse o presidente do sindicato da categoria, Carlos de Cordes, o Dé.

Em 2003 a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região iniciou uma ação coletiva, representando todos os trabalhadores, cobrando o adicional de periculosidade em todo setor produtivo da Canguru Embalagens.

No ano passado o Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília, encerrou o processo, percorridos todos os recursos e prazos, ou seja, 12 anos depois. Autorizada pelos trabalhadores em assembleias, a diretoria do sindicato negociou com a implantação do direito, o que ocorreu a partir deste ano, quando todos passaram a perceber mais 30% sobre seus salários.

Ao mesmo tempo, desde então, se negocia a contratação de um perito para calcular quanto cada trabalhador da Canguru tem direito a periculosidade desde 1998, cinco anos antes do início da ação coletiva. Todos que estão ou estiveram trabalhando na empresa, têm o direito aos atrasados. No total, ao final dos cálculos, esta tende a ser uma das maiores ações trabalhistas de Criciúma.

Desde o ano passado a empresa iniciou um processo para isolar setores da sua produção que geram os efeitos da periculosidade e em julho, com o laudo de um engenheiro de segurança contratado por ela, requereu o fim do adicional para setores isolados. “Levamos 12 anos para conseguir garantir o direito, agora, em 12 dias eles conseguem uma liminar para deixar de pagar”, lamenta o advogado Gilvan Francisco, que representa o sindicato nesta ação coletiva.

Diante do impasse e da notificação da expedição da liminar que chegou ao sindicato profissional foram convocadas assembleias para que os trabalhadores se posicionassem, o que ocorreu nesta terça-feira. Por unanimidade nos dois encontros ficou decidido pela paralisação da produção caso a periculosidade deixe de ser paga e o início do processo de “arresto” dos bens da empresa.

Mais notícias...
13 Novembro, 2017
Negociações com Sindiquisul não avançam
27 Outubro, 2017
Consenso dos químicos: nenhum direito a menos!
25 Outubro, 2017
Trabalhadores da Totalplast aprovam acordo em ação coletiva
06 Outubro, 2017
Representação sindical não muda na Plasson do Brasil
03 Outubro, 2017
Sindicato debate sobre homologações no Ministério do Trabalho, sem abono proporcional
26 Setembro, 2017
Trabalhadores aceitam proposta da Chromo Embalagens
13 Setembro, 2017
Definida nova redação do abono dos trabalhadores das indústrias plásticas
22 Agosto, 2017
Termina impasse na Teixeira Sacarias, com vitória dos trabalhadores
Anterior 5  6  7 8 9  10  Próximo