Sindicato dos Trabalhaores nas Indústrias Plásticas Descartáveis e Flexíveis, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região

Criciúma, 26 de Abril de 2026

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Greve na extrusão para Copaza e Icoop por 24 horas, em Içara

06 Junho, 2014

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As indústrias de descartáveis plásticos Copaza e Icoop, ambas em Içara, tiveram paralisadas por 24 horas o vital setor de extrusão, em represália dos trabalhadores pela demissão injustificada de 12 profissionais. A paralisação se deu das 13 horas de quinta-feira (5) até às 13 horas desta sexta-feira (6). Os trabalhadores demitidos retornaram aos seus cargos e as horas paradas não serão descontadas.

“Desde o ano passado estamos debatendo e negociando com a diretoria das duas empresas a redução da jornada dos três turnos e antes da conclusão desta negociação ocorreu a demissão dos 12 companheiros, o que foi inaceitável”, informa Carlos de Cordes, o Dé, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região.

Conforme Dé, especialmente os trabalhadores do terceiro turno não concordam mais com a jornada de sábado para domingo. Eles começam a trabalhar às 21 horas e voltam para suas casas às 5 horas da madrugada. “Estes profissionais têm suas vidas familiares e sociais comprometidas e como já ocorre em outras empresas do setor na região, este turno, no sábado, não existe mais”, explica o presidente.

A proposta dos trabalhadores, tirada em assembleia dos profissionais do setor de extrusão, e apresentada às indústrias por meio da diretoria do sindicato, esclarece de Cordes, foi de reduzir a jornada das duas indústrias a 40 horas semanais, com dois turnos de quatro horas e o terceiro eliminado nos sábados.

Na semana passada a direção das duas empresas, que pertencem ao mesmo grupo, provocaram uma reunião na Delegacia Regional do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), surpreendendo a categoria. A surpresa, no entanto, foi apenas até a reunião começar, na segunda-feira que passou (2). Os representantes da Copaza e Icoop, informaram que não mudariam em nada a jornada de trabalho.

No mesmo encontro no MTE, a gerente regional Cássia Gava, propôs uma semana para novos debates e nova reunião no dia 9, próxima segunda-feira.

A proposta foi acatada por empresários e trabalhadores. Na quarta-feira (4), dois dias depois, no entanto, os 12 profissionais, todos da extrusão, foram demitidos, gerando a revolta da categoria e a paralisação do setor por 24 horas, até que as demissões fossem revistas. “Mais uma vez a direção do grupo empresarial desrespeitou os trabalhadores”, lamentou Carlos de Cordes.