21 Fevereiro, 2014
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Aumento real de 10%, elevação substancial do piso salarial, que hoje é de R$ 1 mil, e a partir de cópias das Comunicações de Acidentes de Trabalho (CAT´s) emitidas pelas empresas encaminhadas ao sindicato dos trabalhadores, desenvolver esforços para prevenir e evitar ocorrências de mutilações que estão se tornando rotineiras no setor.
Esta é a síntese do rol de reivindicações dos trabalhadores das indústrias plásticas de Criciúma e região, que concluíram na noite de quinta-feira (20) o primeiro ato da campanha salarial 2014/2015, com oito assembleias para elencar as propostas que serão levadas à mesa de negociações com a classe patronal visando a convenção coletiva do setor.
“A categoria está focada nestes dois aspectos, que são fundamentais; todos querem melhores salários, pois estão vendo que falta mão-de-obra, todas as empresas estão produzindo a todo vapor, contratando permanentemente, fazendo horas extras, ao mesmo tempo em que as condições de saúde e segurança nos locais de trabalho são precárias”, ilustra Carlos de Cordes, o Dé, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região.
As comunicações de acidente do trabalho devem ser emitidas a cada ocorrência e em 24 horas encaminhadas ao Ministério do Trabalho. “Queremos uma cópia de cada CAT para que possamos desenvolver ações preventivas, como já está ocorrendo desde dezembro por cláusula da convenção coletiva do setor químico, que é a categoria que registra menor volume de acidentes em relação a indústria plástica”, esclarece Carlos de Cordes.
O abono anual pago em 2013 foi de R$ 570,00 e as assembleias realizadas entre segunda e quinta-feira em Içara, Urussanga, Criciúma e São Ludgero, onde se concentra a maioria da categoria, quer neste ano R$ 800,00. Ao todo, na região de Criciúma são mais de 8 mil trabalhadores em cerca de 140 empresas e a data base é 1º de abril.
“Estamos oficializando o rol de reivindicações e pretendemos no início da próxima semana entregar o documento aos sindicatos patronais das indústrias de plásticos descartáveis e dos plásticos flexíveis, para que o mais rápido possível sejam abertas as negociações”, finaliza Dé.