12 Dezembro, 2013
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A negociação da convenção coletiva dos trabalhadores das indústrias químicas e farmacêuticas de Criciúma e região será reaberta, às 9h desta sexta-feira (13), na Delegacia Regional do Ministério do Trabalho em Criciúma, informou no final desta tarde o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região, Carlos de Cordes, o Dé.
Em greve desde a noite de terça-feira (10) os trabalhadores estão deixando de operar em torno de 700 postos de trabalho diretos, em três das principais indústrias da região: Farben Tintas, Manchester Química e Anjo Tintas, esta última teve parada sua produção na manhã desta quinta-feira (12).
“Outras empresas estavam para ter suas atividades paralisadas entre a noite desta quinta-feira e amanhecer de sexta-feira, mas a decisão do sindicato patronal em retornar à mesa de negociação fez com que o comando de greve não avançasse na escalada da greve”, explicou Carlos de Cordes, ao confirmar a reabertura das negociações, paralisadas há mais de 20 dias, quando os patrões ofereceram piso salarial de R$ 955,00 e reajuste para os demais salários e participação nos lucros e resultados (PLR) em 7,5%.
A proposta rejeitada por ampla maioria dos trabalhadores que compareceram em seis assembleias deu início à greve. A classe patronal elevou o piso para R$ 1 mil, como reivindicavam os trabalhadores, porém se manteve irredutível no reajuste de 7,5% e a greve se ampliou.
“Esperamos que o sindicato patronal atenda a reivindicação da categoria, que quer ter salários dignos, compatíveis com a importância do setor e, sobretudo, por terem os químicos e farmacêuticos mostrado unidade e mobilização em torno de objetivos de interesse coletivo”, disse Dé.