11 Dezembro, 2013
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A indústria Manchester Química, uma das maiores empresas do setor no sul de Santa Catarina, com sede nos limites de Criciúma, Içara e Morro da Fumaça, teve sua produção paralisada no final da tarde desta quarta-feira (11). “Na Farben a adesão é de 100%, inclusive com o pessoal do setor administrativo e a mesma situação se repete na Manchester”, disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região, Carlos de Cordes, o Dé, garantindo que novas empresas terão suas produções paralisadas a partir desta quinta-feira (12).
A paralisação das atividades das Tintas Farben ocorreu horas depois da última das seis assembleias convocadas para analisar a última proposta patronal, no início da noite de terça-feira (10), no bairro Aurora, em Içara, onde a indústria está localizada. A situação na frente da empresa durante todo o dia foi de tranqüilidade, especialmente depois da negociação em que o comando de greve liberou o acesso de um grupo de trabalhadores para exercerem atividades essenciais para manutenção de equipamentos e no setor administrativo.
À tarde os patrões se reuniram na sede do Sindicato da Indústria Química do Sul de Santa Catarina (Sinquisul) e oficializaram proposta de elevação do piso para R$ 1 mil, como reivindicam os trabalhadores que hoje têm R$ 885,00 como menor salário. Os industriais, no entanto, não avançaram no índice de reajuste dos demais salários. Mantiveram os 7,5% de aumento e acenaram com mais 0,5% em maio de 2014. A proposta foi rejeitada pelo comando de greve, que passou, então, a articular a paralisação da produção na Manchester Química. “A greve vai avançar”, alerta Carlos de Cordes.