18 Novembro, 2013
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Os mais de dois mil trabalhadores das indústrias químicas e farmacêuticas de Criciúma e região começam a ser mobilizados a partir desta terça-feira (19) pela diretoria do sindicato da categoria depois de mais uma rodada infrutífera com o sindicato patronal visando a renovação da convenção coletiva do setor, que tem data base em 1º de novembro.
“Esperávamos nos aproximar de um acordo na quarta rodada de negociação nesta segunda-feira (18), mas os patrões apresentaram uma proposta ainda pior que a da semana passada e precisamos mobilizar a categoria para conhecer estes números e estar preparada e unida”, explica Carlos de Cordes, o Dé, presidente do sindicato profissional.
Depois de quase duas horas de negociações, nesta segunda-feira (18), na sede do sindicato patronal, os empresários ofereceram piso passando de R$ 885,00 para R$ 955,00 a partir deste mês e R$ 1 mil em setembro de 2014 e reajuste dos demais salários e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) em 7,5%. A inflação do período é de 5,58%.
“Estes valores não satisfazem a classe trabalhadora e os patrões sabem disso”, lamenta Dé. “Vamos levar esta realidade às portas das fábricas e mobilizar a categoria pois o fundamental é estarmos unidos e preparados para a reta final desta negociação coletiva, que está se mostrando a mais difícil dos últimos anos”, enfatiza o vice-presidente do sindicato, Joel Bittencourt.
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