12 Novembro, 2013
Alterar o tamanho da letra: A- A+
“Os patrões não querem tornar transparente a questão dos acidentes de trabalho em suas empresas, se negam a facilitar a vida do trabalhador que está em fase de pré-aposentadoria e, ainda, fazem uma proposta financeira inaceitável, tornando a categoria a de menor piso salarial da região sul de Santa Catarina”.
A declaração é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região, Carlos de Cordes, o Dé, ao final da terceira rodada de negociações, nesta terça-feira (12) visando a convenção coletiva do setor, que envolve mais de 120 empresas e cerca de dois mil trabalhadores, com data-base em 1º de novembro.
Os trabalhadores reivindicam que todas as empresas enviem ao sindicato cópia da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) a cada ocorrência registrada. Os patrões não aceitam e acenam com um relatório a cada três meses. “Vamos continuar negociando, pois a categoria tem o direito de saber quantos e quais são os acidentes para tomar medidas de prevenção”, explica Carlos de Cordes.
Na convenção que está terminando o período de pré-aposentadoria de um ano, na qual o trabalhador tem estabilidade, o profissional demitido tem o prazo de aviso prévio para comprovar que vai se aposentar em até 12 meses.
“Só que o INSS não fornece a declaração do prazo que falta para o benefício antes do prazo máximo do aviso prévio”, ilustra Dé. No mês passado foi demitido um trabalhador que precisava apenas de mais nove meses para ter aposentadoria especial.
A melhor proposta financeira do sindicato patronal foi reajuste em todos os salários e no PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de 6,8%, sendo 1,22% de aumento real, 8% no piso e R$ 476,00 para quem ganha mais que R$ 7 mil. O piso atual é de R$ 885,00 e com o reajuste proposto passa para R$ 955,80. “Se aceitássemos seria o pior piso salarial da região”, reafirma Dé.
Nova rodada de negociações ficou marcada para segunda-feira (18), às 14h, na Acic. “Esperamos na próxima rodada melhores resultados, especialmente em relação às cláusulas financeiras, pois precisamos melhorar, principalmente, o piso da categoria, que é muito baixo e deixar o PLR mais consistente”, disse o presidente do sindicato profissional. O PLR, pago no primeiro semestre de cada ano foi, em 2013, de R$ 440,00 para empresas com até 30 trabalhadores e R$ 680,00 para as demais.
Clique para ver a galeria de fotos