15 Maio, 2007
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Duas indústrias do Grupo Empresarial Jorge Zanatta, a INZA e a Canguru decidiram afrontar a classe trabalhadora de Criciúma e região, no exato momento em que patrões e trabalhadores do setor plástico entabulam negociações coletivas da categoria, integrada por mais de sete mil trabalhadores.
Até o momento cinco dirigentes sindicais, eleitos pelos trabalhadores nas eleições de 2005, foram sumariamente demitidos, espalhando nas duas fábricas um clima de terror e insegurança. A decisão das empresas é gravíssima e exige uma posição na mesma altura dos trabalhadores e de suas representações.
Não há justificativa para as demissões. Em um dos casos, o dirigente sindical tem 28 anos de trabalho, em outro 19, no terceiro 18, no quarto caso 14 anos e no último 11 anos de dedicação. Fica evidente que a competência profissional desses trabalhadores não pode ser questionada.
A intenção é de pressionar, aterrorizar e impedir que os trabalhadores participem do movimento sindical, e principalmente das assembléias. Dessa forma tentam impedir que os trabalhadores lutem por seus direitos, que consolidem suas conquistas e tenham a qualidade de vida que precisam e merecem.
Para o povo brasileiro a ditadura terminou; um trabalhador sindicalista faz o seu segundo mandato à frente da presidência da república. Na INZA e na Canguru a ditadura continua e os dirigentes sindicais ainda são perseguidos no chão de fábrica.
Mais de 20 entidades sindicais da região e do Estado já se posicionaram em favor da nossa categoria para que esses abusos do poder econômico acabem e os dirigentes sindicais sejam readmitidos:
Sindicatos dos Trabalhadores nas indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas; dos Metalúrgicos; da Alimentação; dos Bancários de Criciúma; dos Comerciários de Criciúma; dos Comerciários de Tubarão; dos Mineiros de Criciúma, Siderópolis, Urussanga e Lauro Muller; dos Servidores Municipais de Criciúma; dos Servidores Municipais de Içara; Sindisaúde; dos Vigilantes; Sindacon; dos Gráficos; dos Eletricitários de Capivari de Baixo; SINTE; CUT-SC; Federação Interestadual dos Mineiros; FETIESC e seus 36 Sindicatos Filiados, Confederação Nacional dos Químicos.