23 Abril, 2013
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“Mais uma vez fica muito claro porque as indústrias plásticas descartáveis de Criciúma e região têm sérias dificuldades em conseguir mão de obra de qualidade e vivem a garimpar trabalhadores em municípios cada vez mais distantes; a classe patronal, decididamente, não valoriza a categoria”.
O desabafo é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região, Carlos de Cordes, o Dé, ao sair da segunda rodada de negociações visando a convenção coletiva dos mais de quatro mil trabalhadores do setor. A proposta patronal foi de aumento de 8% para todos os salários, sendo 0,78% de aumento real, para uma inflação de 7,22%.
A segunda rodada entre representantes de trabalhadores e patrões ocorreu nesta terça-feira (23) e, segundo Dé, a proposta patronal sequer tem condições de ser levada para avaliação da categoria, em assembleia geral. “Vamos pedir calma e tranquilidade aos companheiros, temos que continuar negociando, pois neste patamar os trabalhadores continuam não sendo valorizados, o que não podemos aceitar “, acrescentou Carlos de Cordes.
Na proposta patronal, o piso teria reajuste de 9,21%, passando dos atuais R$ 890,35 para R$ 972,00 e o abono anual teria reajuste, também de 8%, sobre os R$ 500,00 acordados no ano passado, chegando a R$ 540,00. A categoria, em assembleia, reivindica R$ 850,00. As partes devem voltar a se reunir na próxima semana, ressalta Dé, informando que os patrões do setor de plásticos flexíveis ainda não se manifestaram.
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