27 Março, 2013
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A convenção coletiva dos mais de 4 mil trabalhadores das indústrias plásticas descartáveis de Criciúma e região começou a ser negociada nesta quarta-feira (27), em encontro entre dirigentes dos sindicatos profissional e patronal. “Esta primeira rodada serviu para debatermos cláusulas específicas, e somente a partir da próxima semana é que vamos discutir as questões financeiras, pois os patrões ainda não têm formulada uma proposta a nos fazer”, explicou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região, Carlos de Cordes, o Dé.
A nova direção do sindicato patronal da indústria de descartáveis, presidida pelo empresário Anselmo Freitas, segundo Dé, vem se reunindo neste mês, mas ainda não chegou ao consenso sobre a reivindicação da categoria, apurada em assembleias, no mês passado, de 10% de aumento real. Na primeira rodada de negociações os patrões, acrescentou Dé, questionaram conquistas antigas da categoria, como pagamento de horas extras, estabilidades especiais (gestantes, auxílio doença e pré-aposentadoria, entre outras, homologações de rescisões de contrato de trabalho no sindicato.
“Os patrões questionam, ainda, o direito a dispensa do pai, ou mãe, para acompanhar internamento hospitalar de filho menor de 14 anos e o quorum necessário, entre trabalhadores para definir antecipação, ou postergação de jornada de trabalho para compensar feriados no meio de semana”, ilustrou, Carlos de Cordes. “O encontro, por ter sido o primeiro da campanha salarial, foi positivo e serviu para mostrar que o debate é franco e aberto, como nosso sindicato sempre faz”, conclui Dé. O sindicato patronal da indústria de plásticos flexíveis ainda não se manifestou, apesar de ter recebido o rol de reivindicações da categoria na primeira semana deste mês.