22 Fevereiro, 2013
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O Fórum Regional Sul de Saúde do Trabalhador (FRSST) repudia o descredenciamento do Casa de Saúde Rio Maina do Sistema Único de Saúde (SUS) e vai se mobilizar para tornar pública sua indignação e evitar que o processo se consolide. A posição foi tomada na manhã desta sexta-feira (22) em assembleia do Fórum, integrado por representantes dos movimentos sindical e social do Sul do Estado.
Segundo o coordenador do FRSST, o metalúrgico João Batista da Silva,o Boca, o Sul do Estado não pode ficar sem o atendimento pelo SUS do único hospital psiquiátrico da região. “Vamos nos mobilizar e cobrar das autoridades locais, estaduais e federais uma alternativa que permita o hospital continuar funcionando, as famílias trabalhadoras não podem pagar mais este preço pela inoperância e ineficiência dos poderes constituídos”, disse Boca. Atos públicos e cobrança de ações integram a pauta de mobilização do Fórum.
Os representantes dos movimentos sindical e social do Sul do Estado, reunidos nesta manhã no Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região também decidiu se mobilizar para apurar dados que instrumentalize o Ministério Público Federal em relação ao atendimento da Perícia Médica da Agência de Criciúma do INSS. “Os problemas se acumulam, não faltam queixas do mau atendimento e, principalmente, de conflito de pareceres de peritos e médicos de empresas”, informa João Batista, resumindo “ao final fica o trabalhador sem benefício da previdência e sem salário da empresa”.
O Fórum ainda tratou do próximo Ato Público do Movida (Movimento em Defesa da Saúde, Segurança e Qualidade de Vida da Classe Trabalhadora Catarinense), marcado para as 14 horas do dia 25 de abril, em Criciúma. Criado há 11 anos, o Movida anualmente promove um ato público e durante todo o ano participa de debates e ações que possam melhorar a qualidade de vida do trabalhador catarinense.
Santa Catarina é o estado que mais acomete os trabalhadores a acidentes e doenças do trabalho e a região sul catarinense registra o maior número destas ocorrências. Uma reunião terça-feira (26), na Federação dos Trabalhadores da Indústria de Santa Catarina (Fetiesc), em Itapema, com a participação de uma comissão do Fórum, define detalhes do evento em Criciúma.
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