19 Fevereiro, 2013
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A diretoria do grupo empresarial gaúcho que administra a Tubozan, de Siderópolis, finalmente cedeu e aceitou abrir debates com a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região, visando a adequação do horário de trabalho dos profissionais que atuam naquela empresa. A informação é do presidente do sindicato dos trabalhadores, Carlos de Cordes, o Dé, que tem agendado para 13 de março o primeiro encontro entre representantes dos patrões e a diretoria do sindicato.
“Os trabalhadores da Tubozan estão insatisfeitos, revoltados e o clima na fábrica não é nada bom; tanto que na tarde desta segunda-feira (18) a produção parou por mais de uma hora, quando, então, a diretoria da empresa aceitou dialogar sobre a reivindicação dos trabalhadores”, explicou Dé. A paralisação ocorreu depois que a diretoria do sindicato se reuniu com os trabalhadores para debater a situação.
Naquela empresa, agora sob direção do grupo empresarial gaúcho, a jornada ocorre, inclusive, aos domingos, informa Carlos de Cordes. “Os companheiros deixam de conviver com a família, têm dificuldades para programar viagens e ter uma vida comunitária e familiar de qualidade”, ilustra o dirigente.
Inicialmente a diretoria da empresa sequer admitia debater a questão, ameaçando fechar a unidade industrial de Siderópolis se tivesse que alterar a jornada de trabalho do pessoal. “Temos a informação que 70% da produção total da empresa sai de Siderópolis e esta ameaça de fechar a fábrica não convence, nem amedronta a diretoria do sindicato ou os trabalhadores”, enfatiza o presidente do sindicato profissional, otimista em ver atendidas as reivindicações dos trabalhadores em encerrar a semana, no máximo, no sábado.
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