23 Novembro, 2012
Alterar o tamanho da letra: A- A+
A quarta e mais frustrante rodada de negociações visando a convenção coletiva dos mais de 2,5 mil trabalhadores das mais de 100 indústrias químicas e farmacêuticas de Criciúma e região. Esta é a avaliação do presidente do sindicato dos trabalhadores do setor, Carlos de Cordes, o Dé, em relação ao encontro com a classe patronal no final da manhã desta sexta-feira (23). “Na segunda-feira começamos a mobilizar a categoria”, disse Dé.
“Não houve negociação, mais uma vez os patrões não apresentaram uma proposta decente e voltaram a repetir a mesma choradeira, afirmando que não podem dar aumento de salários e, por incrível que possa parecer, teve até patrão dizendo que se der qualquer aumento real, pode quebrar ou até levar sua empresa para outro país, o que não intimida ou convence os trabalhadores”, desabafou Carlos de Cordes.
No início da tarde desta sexta-feira (23), informa Dé, a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região se reuniu para analisar a situação. “Deliberamos pela elaboração de informativo aos trabalhadores e pela mobilização a partir da próxima semana de toda categoria na região”, acrescentou o líder sindical.
A data base da categoria é 1º de novembro, a inflação do período é 5,99%. Até agora os patrões ofereceram 8% de reajuste no piso de R$ 769,40 e 6,5% nos demais salários. “Vamos continuar aguardando uma proposta decente para ser apresentada em assembleia geral, principalmente, que eleve o piso, que é um dos mais baixos de todo o Estado e no país, no setor”, finalizou Dé.
Clique para ver a galeria de fotos