21 Novembro, 2012
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Uma oportunidade importante de conhecer as relações entre capital e trabalho no chamado “primeiro mundo”e, principalmente, neste momento, quando a Europa enfrenta uma de suas mais graves crises econômicas; além disso, acompanhar as estratégias e as formas de organização sindical neste cenário de incertezas tanto para trabalhadores quanto para patrões.
Esta é avaliação do vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região, Joel Bitencourt, um dos três catarinenses a participar da Conferência Mundial das Indústrias de Celulose e Papel, realizada na semana passada, em Estocolmo, na Suécia, promovida pela IndustriALL Global Union, entidade que representa 50 milhões de trabalhadores em 140 países e que financiou transporte e alojamento dos catarinenses.
Joel Bitencourt, representando os trabalhadores nas indústrias químicas catarinenses acompanhou o presidente da Federação dos Trabalhadores na Indústria de Santa Catarina (Fetiesc), Idemar Martini, e Pedro Paulo de Oliveira, líder sindical de Lages, representante dos trabalhadores na indústria papeleira do Estado. Martini palestrou na conferência sobre “Perspectiva sindical na indústria de celulose e papel”.
“A Europa, de forma geral, enfrenta uma situação econômica muito grave, o consumo está estagnado e a preocupação é generalizada”, relata Joel. Ele constatou, por exemplo, que uma grande empresa do setor papeleiro da Suécia já esgotou os recursos naturais para reflorestamento, apesar de toda tecnologia e está se transferindo para o Brasil, gerando mais incertezas na classe trabalhadora.
“Este é só um exemplo, existem muitos outros, que preocupam os trabalhadores”, disse Bitencourt, que retornou nesta semana ao Estado, considerando altamente positiva a participação na conferência mundial, que teve representantes da indústria química e papeleira de 25 países.
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