13 Novembro, 2012
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Os patrões das indústrias químicas e farmacêuticas de Criciúma e região até melhoraram a proposta inicial para o acordo coletivo dos mais de dois mil trabalhadores do setor, mas o valor proposto não convenceu a diretoria do sindicato profissional e nova rodada de negociação está agendada para a semana que vem.
“Só vamos chamar a assembleia da categoria quando tivermos uma proposta decente para apresentar aos trabalhadores, enquanto isto vamos continuar negociando”, disse o presidente do sindicato dos trabalhadores, Carlos de Cordes, o Dé, ao sair da rodada de negociação na manhã desta terça-feira, na Acic.
Na primeira rodada efetiva de negociações, semana passada, a diretoria do sindicato patronal acenou com a intenção de reduzir ou eliminar conquistas sociais de convenções de anos anteriores e, financeiramente, propôs, somente, repor a inflação dos salários da categoria e conceder aumento real de 1% ao piso.
“Mostramos que o piso da categoria é um dos menores do Estado, apenas R$ 769,40 e a importância dos patrões valorizarem a categoria para evitar que os trabalhadores migrem para outras categorias melhor remuneradas”, explicou Carlos de Cordes, revelando que a inflação do período (novembro/2011 e outubro de 2012) ficou em 5,99%.
Na rodada desta terça-feira os industriais ofereceram 8% para o piso salarial e 6,5% nos demais salários. “Isto representam pouco mais de 2% de aumento real no piso e 0,5% no geral, o que é ainda muito pouco; vamos continuar negociando”, resumiu o representante dos trabalhadores. “A categoria está consciente, tranquila e aguardando a negociação, que é difícil”, finalizou Dé.