11 Maio, 2012
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Cerca de R$ 4 milhões, em espécie, começam a circular a partir deste mês na economia da região de Criciúma, pelas mãos de aproximadamente mil trabalhadores das indústrias Copaza Plásticos e Manchester Química. Os profissionais foram beneficiados por acordo promovido em ação judicial proposta pela diretoria do sindicato da categoria, repondo direitos de adicionais de insalubridade e periculosidade não pagos pelas empresas entre 2002 e 2012.
Os acordos foram aprovados em assembleias especialmente convocadas para esse fim, realizadas pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região. Na Copaza, de Içara, são quase 750 trabalhadores que dividirão quase R$ 2 milhões e na Manchester Química, de Criciúma, cerca de 200 profissionais com direito a R$ 2,1 milhões. As assembleias ocorreram quarta e quinta-feira, pela manhã e à noite, para atender a folga dos turnos de produção. No total mais de 500 profissionais participaram das homologações dos acordos.
Segundo Carlos de Cordes, o Dé, presidente do sindicato profissional, com esses dois chega a 15 o número de acordos já homologados em ações judiciais propostas pela entidade como representante processual, quando age em nome dos trabalhadores. “No total são mais de R$ 20 milhões, que deveriam ter sido pagos no passado aos trabalhadores e agora a justiça é feita; além disso, a partir das ações, que passam por uma perícia indicando quais os locais de trabalho são insalubres ou periculosos, se regulariza os locais de trabalho e o pagamento desses adicionais aos trabalhadores”, ilustra Dé.
Greve
Trabalhadores das indústrias plásticas flexíveis e descartáveis de Criciúma e região realizam oito assembleias na próxima semana para discutir a negociação coletiva das duas categorias, que têm data base em 1º de abril. Os profissionais reivindicam a inflação do período – 4,97% -, mais 10% de aumento real.
Com os patrões das indústrias plásticas flexíveis a diretoria do sindicato já teve três rodadas de negociações, desde o mês passado, mas as propostas feitas não convenceram a diretoria, apesar de indicarem intenção de acordo.
“O problema está na indústria de descartáveis; entregamos o rol de reivindicações em 12 de março, um mês depois recebemos um ofício do sindicato patronal oferecendo apenas a inflação e depois disso tivemos somente uma rodada de negociações, que não representou evolução. A greve não está descartada”, informa Carlos de Cordes.
Cronograma das assembleias às 9h30 e 17h30:
14/05 (Segunda-feira) - Centro Comunitário do bairro Jaqueline/ Içara;
15/05 (terça-feira) - Auditório da Cooperativa de Eletrificação Rural de São Ludgero/ São Ludgero;
16/05 (quarta-feira) - Salão Paroquial da Igreja Matriz Nossa Senhora da Salete, bairro Próspera/ Criciúma;
17/05 (quinta-feira)- Salão Paroquial da Igreja Santa Otília/ Centro/Orleans;
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