24 Abril, 2012
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Cerca de dois mil trabalhadores são esperados nesta quarta-feira (25/04) em Florianópolis para denunciar precárias condições de trabalho a que são submetidos profissionais em praticamente todos os setores da atividade produtiva do Estado. O ato, promovido pelo Movimento Catarinense em Defesa da Saúde, Segurança e Qualidade de Vida da Classe Trabalhadora (Movida), marca concentração no centro de Florianópolis e caminhada até a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), onde em uma Audiência Pública uma “Carta Denúncia” será entregue aos parlamentares catarinenses exigindo providências.
Assinada por representantes de quatro centrais sindicais, dois sindicatos estaduais, Federação dos Trabalhadores na Indústria do Estado de Santa Catarina (Fetiesc) e três associações de vitimados pelo trabalho, a “Carta Denúncia” terá, também, como emissários representantes de trabalhadores de Criciúma e região. “Um ônibus levará 44 dirigentes sindicais da nossa região para participar do ato, pois a situação é cada vez mais preocupante, diante de tantos acidentes de trabalho, ocorrências de doenças profissionais e de assédio moral também na nossa região”, informa o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região,. Carlos de Cordes, o Dé.
O documento a ser entregue aos deputados estaduais enfatiza que as estatísticas são cada vez mais contundentes, a começar pela falta de controle e fiscalização do Ministério do Trabalho, que ao longo das últimas décadas provocou um desmonte gradativo de sua força de fiscalização. Segundo dados do Ministério da Previdência, entre 2006 e 2008 foram registrados 1,9 milhão de acidentes de trabalho. Em 2008, 202,9 mil destes acidentes não tiveram a emissão Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), exigida por lei. “Isso mostra que o volume de acidentes e de ocorrências de doenças profissionais é muito maior do que se possa imaginar”, comenta Carlos de Cordes.
Os integrantes do Movida, na “Carta Denúncia” exigem, entre outras medidas, fim do assédio moral e da discriminação no trabalho, implementação do Plano Nacional do Trabalho Decente no Estado, criação de mecanismos de fiscalização em segurança e saúde no trabalho, implantação de Centros de Reabilitação para trabalhadores com problemas relacionados a doenças profissionais, criação da Secretaria de Estado do Trabalho e estabelecimento de estratégias para o desenvolvimento da Política Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador também na esfera pública.