24 Abril, 2012
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A ação – violenta e repressora - da Polícia Militar foi avaliada por representantes de 11 sindicatos de trabalhadores da região, em encontro realizado na manhã desta terça-feira (24). “Fomos as ‘últimas vítimas’ da truculência policial durante paralisação de servidores em Cocal do Sul, mas essa não foi a única ação questionável da PM”, disse a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Criciúma e Região (Siserp), Maria Bárbara Teixeira Righetto, que sediou o encontro de lideranças sindicais.
“Quando um trabalhador tem sua casa arrombada, ou é vítima de roubo, tem que esperar por horas para ser atendido pela PM, mas quando resolve reivindicar seus direitos trabalhistas é atacado por dezenas de policiais como se bandido fosse; essa realidade precisa mudar”, ilustra o quadro reinante para o movimento sindical o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região, Joel Bittencourt, que salienta ter enfrentado situações semelhantes em movimentos de trabalhadores de indústrias do seu setor, em Içara, neste ano.
Nos embates entre trabalhadores e patrões, situação natural da disputa entre capital e trabalho em um processo democrático, ressalta Edegar Generoso, diretor do Sindicato dos Bancários, “a polícia, nitidamente, tem participado como defensor dos patrões, mais preocupada em proteger o patrimônio privado que a vida dos cidadãos que reivindicam melhores condições de trabalho e salários dignos”.
Como resultado do encontro da manhã desta terça-feira, o movimento sindical elegeu uma comissão para tornar público o sentimento dos trabalhadores e, sobretudo, a preocupação com futuros confrontos. “ Com a atual realidade, os trabalhadores não enfrentam apenas a classe patronal, mas também a Polícia Militar em um embate desproporcional e, principalmente, sem fundamento”, enfatiza Bárbara Teixeira. Anúncios publicitários, audiências públicas e debates, entre outras manifestações, vão alertar autoridades locais e estaduais para a nítida intenção de criminalização das ações dos movimentos sociais e sindicais, conclui Edegar.
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