14 Março, 2012
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Terminou no final da manhã desta quarta-feira (14) a greve dos mais de 600 trabalhadores das empresas Copaza e Icopp, ambas do mesmo grupo empresarial, que paralisaram suas atividades a partir da interdição, pela Vigilância Sanitária de Içara, do refeitório da Copaza. A greve começou às 14 horas de terça-feira (13).
Nesta manhã, o proprietário das empresas, Domerval Zanatta, se reuniu com a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região e atendeu as reivindicações dos trabalhadores, informou o presidente Carlos de Cordes, o Dé.
Enquanto o refeitório da Copaza permanecer em obras de reforma e adaptações necessárias, a empresa fornecerá, gratuitamente, marmitas aos seus funcionários, em uma sala, atualmente utilizada como auditório. A estimativa é de que essa realidade perdure por, no mínimo, 30 dias.
“Quando as obras estiverem prontas, a Vigilância Sanitária fará uma vistoria e indicará a forma adequada para aquecer as marmitas que os trabalhadores trazem de casa; até lá, a empresa continua fornecendo a alimentação a todos”, esclareceu Carlos de Cordes. Na Icopp, a realidade é a mesma.
As instalações do refeitório da Copaza foram interditadas a partir de denúncia da diretoria do sindicato à Vigilância Sanitária, Ministério Público do Trabalho, Ministério do Trabalho e Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), com base em reclamações dos trabalhadores da empresa.
Na segunda-feira, agentes da Vigilância Sanitária e Cerest estiveram no local e constataram as precárias condições do refeitório, em especial, da forma como os trabalhadores aqueciam suas marmitas e solicitaram providências à empresa, alertando que o sistema de “banho maria”, não é mais admitido.
Na manhã de terça-feira os agentes dos dois organismos, monitorados pelo Ministério Público do Trabalho, voltaram à Copaza e constataram que nenhuma ação havia sido tomada pela direção da empresa, determinando a interdição e lacre do refeitório. No início da tarde, os trabalhadores que entrariam no segundo turno, às 14 horas, decidiram entrar em greve, diante do fato de não terem como se alimentar.
O processo se repetiu na Icopp, onde o refeitório não foi interditado, mas a direção da empresa retirou o “banho maria”, impedindo que o pessoal se alimentasse. O jantar de terça-feira e o almoço desta quarta-feira, de todos os trabalhadores grevistas, foram fornecidos pelo sindicato da categoria.
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