24 Fevereiro, 2012
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Mais de 300 trabalhadores de três indústrias plásticas de Criciúma e região se reúnem em assembleias entre segunda e quarta-feira e decidem se aceitam propostas que totaliza quase R$ 500 mil.
O valor, se aceito pelos trabalhadores, vai quitar dívidas reconhecidas pelas empresas referentes ao não pagamento correto dos direitos de insalubridade e periculosidade. O direito retroage a cinco anos anteriores ao ingresso de ações coletivas, quando o sindicato age em nome dos trabalhadores.
“Tão importante quanto recuperar direitos que não foram pagos no passado, esta ação da diretoria do sindicato estabelece a normalidade no reconhecimento destes direitos a partir de agora”, comenta Joel Bittencourt(foto), presidente em exercício do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região.
O sindicato ingressou com mais de 30 ações semelhantes e, dessas, uma dezena terminaram em acordo proposto pelas empresas. “No total, mais de R$ 10 milhões beneficiaram mais de dois mil trabalhadores, resgatando direitos e irrigando a economia regional”, acrescenta Bittencourt.
Na segunda-feira (27) na sede do sindicato, às 9h30 e às 17h30 se reúnem trabalhadores da Esmalglass, de Morro da Fumaça. No total são cerca de 40 profissionais com valores a receber, que foram, ou ainda são, empregados a partir de 2004. A proposta da empresa totaliza aproximadamente R$ 240 mil, a serem pagos em quatro parcelas.
Na terça-feira (28), nos mesmos horários e local, ocorre a assembleia de trabalhadores da Colorminas, de Içara. Na relação são 22 profissionais, que dividirão cerca de R$ 40 mil, dependendo do período e atividade que exerceram na empresa a partir de 2002.
Quarta-feira (29), nos mesmos horários, porém no Centro Social Urbano do bairro Estação, em Urussanga, será avaliado o acordo proposto pela Ibrap Indústria Brasileira de Alumínio e Plástico Ltda. A empresa oferece um total de R$ 260 mil, a ser pago em 20 parcelas a cerca de 150 trabalhadores, admitidos a partir de 2002.